Os alunos em sua grande maioria não têm prazer em estudar. Eles têm sentimentos de amor e ódio em relação à escola. De amor, porque ali é o local do encontro, da amizade, do namoro. De ódio, porque é local da obrigação, da disciplina, do dever, do trabalho. A escola é o local da sociabilidade, mas quase nunca do ensino. O ensino é chato, sem novidades, desprazeroso. As aulas consistem quase sempre em copiar o que o professor passou na lousa. Quando o professor ensina, os alunos conversam, apáticos à explicação, não se interessam por nada. O que fazer? Como criar o gosto pelo estudo? Como quebrar a barreira da apatia? Nós educadores pensamos que a função da educação é criar um ambiente lúdico para o ensino. Todos nós professores sentimos prazer pelo conhecimento. Também achamos que o conhecimento deve ser um prazer para o aluno. Einstein dizia que a mente avança até o ponto onde pode chegar, mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Este salto é dado pela imaginação. Todas as grandes descobertas realizam este salto. A educação deve atingir a imaginação através do jogo, da brincadeira, das imagens, dos sons, do tato. O conhecimento deve se transformar num prazer da imaginação. Para Einstein a imaginação é mais importante do que o conhecimento. Ela está na base de todas as descobertas científicas. A educação deve atingir as emoções do aluno através da imaginação. O aluno deve ter prazer em estudar. A perplexidade, o espanto, o desejo de compreender, a curiosidade são sentimentos que estão na raiz de todo conhecimento. Para Einstein, a coisa mais bela que o homem pode experimentar é o misterioso. É esta a emoção fundamental que está na raiz de toda ciência e arte.
Arquivado em: Educação